Telemedicina pode resolver 95% dos problemas de saúde e ganha espaço com 5G

Valor da venda ultrapassou os R$ 3 bilhões

Ao contrário do que se pensa, a telemedicina não é um conceito atual; ela já é amplamente utilizada no mundo com a medicina tradicional, ampliando o acompanhamento entre médico e paciente e unindo as comodidades da troca rápida de informações. E ela promete se expandir ainda mais como avanço do 5G, já que a nova rede, com alta velocidade, está ampliando cada vez mais o acesso à informação.

A implementação das conexões de quinta geração aumenta o acesso à internet por diversos fatores. O principal deles é que, com o leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) distribuindo as faixas de frequência de operação do 5G para as operadoras de telefonia, haverá a obrigação de expandir também o 3G e o 4G. Isso significa que mais regiões do Brasil serão contempladas com conexões cada vez mais estáveis e rápidas, democratizando a informação e os recursos necessários para se ter acesso a ela.

Focando o presente, isso tudo impactará a população de maneira a garantir que videochamadas — que estão bombando, principalmente no período de quarentena — fiquem ainda mais populares, facilitando o acesso de pessoas com problemas de locomoção a consultas rotineiras, por exemplo. Há também a questão da economia de tempo, já que não é mais preciso se preocupar com deslocamentos. A tendência é que, inclusive, o tempo de espera para ser atendido em uma consulta médica diminua drasticamente.

Além disso, a conectividade que o 5G proporciona, com milhões de dispositivos conectados ao mesmo tempo por quilômetro quadrado, a alta velocidade de rede e a latência baixíssima são capazes de difundir novas técnicas que vêm sendo testadas no mundo todo, como as telecirurgias.
Apesar de parecer algo possível somente em um futuro distante, as telecomunicações quebram barreiras geográficas, possibilitando um atendimento médico mais democratizado. A Teladoc acredita, por exemplo, que, assim como os smartphones uniram o online e o offline, a telemedicina passará a ser reconhecida como medicina, seja presencialmente, seja a distância.

O avanço acelerado devido ao coronavírus

Durante a pandemia do coronavírus, a telemedicina teve um grande avanço, e a tecnologia que era implementada aos poucos, conforme a necessidade do paciente ou do caso, passou a ser amplamente utilizada. Segundo o diretor de medicina da Teladoc, Dr. Caio Seixas Soares, a sociedade vive um momento de aceitação, maior compreensão e entendimento sobre o que essa novidade representa.

A lógica do atendimento por teleconsultas é a seguinte: o paciente marca um horário com um médico e recebe um link que deve ser acessado no horário combinado para a consulta. Então, em vez de gastar tempo indo até um consultório, é possível ser atendido diretamente da sala de casa, pelo computador, tablet ou smartphone. É importante que a conexão seja estável e rápida, para que não haja imprevistos como quedas de rede e travas no vídeo ou na voz.

“A pandemia acelerou o uso da telemedicina, e médicos e pacientes passaram a recorrer a esse tipo de atendimento, transformando de forma positiva a implementação de novas tecnologias (…). É um método que veio para ficar e para beneficiar pacientes e profissionais com mais segurança e comodidade”, explica o especialista.

Segundo a Teladoc, apenas 25% da população têm plano de saúde privado, o que causa um congestionamento no Sistema Único de Saúde (SUS), que já sofre com má gestão e falta de investimentos. Por isso, apesar de a telemedicina não substituir uma consulta tradicional, é um método que vem sendo muito bem-aceito porque soluciona alguns dos problemas que o Brasil enfrenta em relação à saúde pública, como superlotação em hospitais e longas filas de espera por atendimento.

A estimativa é que, dando alternativas para a consulta presencial acontecer a distância, a telemedicina soluciona cerca de 95% dos problemas e das queixas de saúde. “A telemedicina foi implementada há anos e obteve uma aceleração do reconhecimento e aprovação do Conselho de Medicina devido à pandemia de covid-19. A pandemia acelerou a necessidade da transformação digital em todos os mercados, e na saúde não foi diferente”, defende Dr. Soares.

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