Por que a LG decidiu parar de fabricar celulares e o que fazer se você tem um

No Brasil, será fechada a fábrica de celulares da LG em Taubaté (SP), onde trabalham mil funcionários

A LG se tornou a terceira maior fabricante de telefones celulares do mundo no distante ano de 2013. Mas nos últimos anos sua divisão de smartphones tem lutado em meio a uma competição acirrada em um mercado que inclui Apple, Motorola ou Huawei.

Os obstáculos foram tantos que a empresa anunciou nesta segunda-feira (05/04) o fechamento definitivo de seu negócio de telefonia celular em todo o mundo.

No Brasil, será fechada a fábrica de celulares da LG em Taubaté (SP), onde trabalham mil funcionários.

Em janeiro, a gigante sul-coreana de eletrônicos já havia dito que estava considerando todas as opções para a divisão, depois de registrar quase seis anos de perdas, totalizando cerca de US$ 4,5 bilhões (R$ 25 bilhões).

A decisão de fechamento afetará todas as regiões em que está presente — inclusive a América Latina, seu terceiro maior mercado.

Até junho de 2020, a LG detinha 4,5% do mercado latino-americano, muito longe dos 42,5% da líder, a Samsung.

Quem tem celular LG: o que fazer?

A LG afirma que os aparelhos existentes continuarão funcionando normalmente. Também diz que, nos próximos meses, dará apoio a quem possui um celular seu.

“Forneceremos suporte de serviço e atualizações de software para clientes de produtos existentes por um período de tempo que irá variar de acordo com cada região”, disse ele, referindo-se às leis de garantia válidas em cada país.

E, embora a liquidação do negócio de telefonia móvel deva ser concluída em 31 de julho, o estoque de alguns modelos existentes ainda pode estar disponível após essa data.

No Brasil, a Fundação Procon-SP notificou a LG do Brasil para que forneça explicações mais detalhadas até sexta-feira (dia 09/04). A empresa terá que:

– informar a relação completa de todos os modelos de smartphones dos últimos três anos com os manuais de usuário correspondentes, bem como a relação de assistências técnicas autorizadas;

– comprovar período estimado de vida útil desses aparelhos em condições normais de uso;

– apresentar um plano de atendimento (com indicação de tempo de vigência) aos consumidores;

– apresentar um plano de atendimento para manutenções, reparos e reposição de peças aos consumidores não amparados pela garantia legal;

– prestar esclarecimentos sobre eventual redução da rede de assistência técnica autorizada após fechamento da divisão de celulares;

– comprovar o funcionamento de canais de atendimento aos consumidores;

– prestar esclarecimentos sobre o período de tempo em que a empresa manterá a oferta no mercado de consumo de componentes, peças de reposição e acessórios compatíveis com os seus aparelhos.

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